AH, CIDADE!


Um pulso histérico

de concreto e fuligem

intumesce a lágrima

que inunda a cidade.

Em todas as manhãs

vestígios da noite

em que alvorece
invisível amálgama
de solidez, solidão

e alguma paz.



Poema e foto: Esther Alcântara

4 comentários:

a.salesneto@terra.com.br disse...

Olá, Esther.

Adorei a maciez e suavidade do "tecido de palavras" que dá vida e encanto ao seu blog.

Você é verdadeiramente uma tecelã da poesia, original, sensível e amável.

Continue tecendo nosso mundo com sua bela poesia...

Abraço,
Antônio Sales

arvorecer disse...

Esther, te vi na minha comuna "amizade e raduan", depois vi seu perfil e gostei, eu também escrevo. Estou tentando aumentar meu ciclo de amizades. beijo (ps: só passo meu nome e foto por email, devido a minha profissão).
bacel.lar@uol.com.br

Júlio César Meireles de Andrade disse...

Olá Esther, descobri seu blog no blog do Ciranda Violeira e gostei muito dos seu poemas.
Também sou poeta, moro no interior de Minas Gerais e também tenho um blog. Passa lá: poesiassim.blogspot.com
Tomei a liberdade de colocar um link do seu blog no meu.
Um abaraço,
Júlio César Meireles de Andrade

Fernanda de Paula disse...

Dos mais lindo que li por aqui...se é que posso optar por um ou outro...
Como você traduz bem o indizível!!!