ESPERANÇA

Quase esquecia
a ordem dos dias

o caminho da porta
e o pó na soleira.

Conversava com traças,
damas de histórias raras
em páginas rotas.
A esperança já usava ray-ban
e nada do filho de cuca legal.
Foi quando um quase amor
chamou na sala de espera:
moça, agora é sua vez!

Esther Alcântara

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